domingo, 8 de junho de 2014

                                           
                                             Recursos de Baixa Tecnologia
                                           ( Apoio para alunos com TEA)

                       
                                        LIVRO MÁGICO

     A ideia do "Livro Mágico", é trabalhar com aluno autista dando a ele possibilidades de passear por todas as disciplinas.O livro foi confeccionado, por dois professores da região Norte que tem um filho autista. (Conheço esse livro já algum tempo e fiz um comentário no blog.)

      Público alvo: aluno com autismo, idade a partir de 4 anos, poderá ser feito na sala de AEE, na sala comum e em casa, com a orientação da professora.

     O livro é simples de ser confeccionado, pois os materiais necessários são: EVA, feltro, velcro, cola e figuras de personagens, animais, números e etc. Dependendo da matéria a ser trabalhada.

      O que me fez escolher essa tecnologia foi as possibilidades que ela traz de atrair o aluno, dando a ele uma gama de opções de escolhas. (Claro que isso dependerá do grau de autismo da criança trabalhada.), Porém o professor poderá trabalhar com o que o aluno gosta primeiro e ir estimulando a busca por outras áreas.                   

                                 Estratégia de trabalho   
                                                  
                                            
          O professor confecciona o livro, separa as figuras em pequenos pacotes plásticos, dá ao aluno o material com seu nome para que possa nomear o seu livro, é preciso valorizar, dizendo que o livro é dele e que ele vai aprender fazendo as atividades dentro do próprio livro, que o livro é mágico por isso ele pode tirar e colocar as figuras e ao mesmo tempo aprender com isso. 

     Poderá também começar o trabalho com uma pequena história do livro mágico.
 Para trabalhar matemática por exemplo: o professor seleciona o material, em seguida pede ao aluno para colocar uma gravura que ele gosta, partindo dai ele (professor), vai inserindo os números, fazendo contagem, trabalhando quantidade,ordem e etc. Lembrando que cada aluno pedirá uma estratégia diferente. (Tudo dependerá do grau de dificuldade da criança.)


Obs: Penso que esse livro, ainda nos possibilita, a criar histórias para ser contada, no dia a dia da criança, estimulando a sua curiosidade.

   O livro estimula a interação, socialização  e a comunicação,tudo dependerá do trabalho do mediador.

          
        
  













segunda-feira, 21 de abril de 2014

TEXTO INFORMATIVO

SURDOCEGUEIRA   E    DMU


               Hoje se falar de inclusão se tornou algo comum, por isso a importância de  informações sobre  deficiências e suas diferenças.
               Surdocegueira é uma deficiência única que apresenta a perda da audição e visão de tal forma, que a comunicação das duas impossibilita  o uso dos sentidos que auxiliam a distância. (visão e audição) cria necessidades especiais de comunicação, causando em alguns indivíduos extrema dificuldade em acessar informações e compreender o mundo, pois resulta em isolamento.
               Deficiência Múltipla é a ocorrência de duas ou mais deficiências simultaneamente, caracterizando uma associação entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações.


           Importante: Segundo a Associação Brasileira de Pais e Amigos dos Surdocegos e dos Múltiplos deficientes Sensoriais (Abrapacem), o modo como cada deficiência afetará o aprendizado de tarefas simples e o desenvolvimento da comunicação  do individuo vária de acordo com o grau de comprometimento propiciado pelas deficiências associadas  aos estímulos que essa pessoa vai receber ao longo da vida.
                 
                    
CLASSIFICAÇÃO DA SURDOCEGUEIRA

*Surdocego Total
*Surdez profunda associada com baixa visão
*Surdez severa associada com baixa visão
*Surdez moderada associada a cegueira
*Pessoa com vários comprometimentos parciais


CLASSIFICAÇÃO   DE DMU

* Surdez com deficiência intelectual, leve ou severa
*Surdez com distúrbios neurológicos de conduta emocional
*Surdez com deficiência física, leve ou severa
*Baixa visão com deficiência física, leve ou severa
*Cegueira com deficiência física, leve ou severa
*Cegueira com distúrbios emocionais, neurológicos, conduta e linguagem
              

NECESSIDADES BÁSICAS DA PESSOA COM DMU

            Pode ser agrupado em três blocos, segundo Nunes(2002)
                                  *Necessidades físicas e médicas
                                  *Necessidades emocionais
                                  *Necessidades educativas
                         As estratégias para a aquisição da comunicação, se faz importante para essas pessoas, tanto uma comunicação com uma interação social, com o meio, e com seus pares no dia a dia.
                                       
COMO OCORRE  A COMUNICAÇÃO

 Sua comunicação inicial é pelo movimento corporal e vocalização, precisam aprender por rotinas organizadas
                        A caixa de antecipação será sua primeira estratégia de comunicação
                                  
                                      COMUNICAÇÃO DO SURDOCEGO

 Sua comunicação pode ser alfabética ou não alfabética
 As estratégias para a comunicação alfabética pode ser com uso do alfabeto tátil, alfabeto manual para surdocego, escrita na palma das mãos, Braille tátil, tabelas alfabéticas, sistema mallosi, sistema de dedo com lápis e alfabeto moon.


As estratégias para a comunicação não alfabética pode ser, com língua de sinais tátil, método   tadoma, língua de sinais em corpo reduzido.


                                  Fonte:  www.deficientesemacao.com/deficiência
                                  ENELL.surdocegueira.PPT
                                   Aspectos importantes p/ saber sobre surdocegueira e DMU, Maia Rodrigues Shirley, São Paulo (2011).
                                   DMUS,Ikonomidis Maria Vula.      








                     
    
                           

Educação Escolar da Pessoa com Surdez e o Atendimento Educacional Especializado (AEE)



A inclusão tem como finalidade, que todas as crianças com deficiência ou não, frequentem o ensino regular, porém quando se trata da educação da Pessoa com Surdez, essa discussão torna- se maior e até mesmo polemica, pela simples questão do uso da língua correta na educação do surdo. Essas questões foram embates entre oralistas e gestualistas por muitas décadas. discussões e experiências que trouxeram muitas consequências, mas também a necessidade de se buscar de fato uma proposta que realmente valorize o potencial da pessoa surda.

Durante todo esse tempo, existiram e ainda existe três abordagens diferentes em discussão, a oralista a comunicação total e o bilinguismo, sendo que a oralista encontra- se (segundo texto de Dámazio) dentro da comunicação total propriamente dita, pois havia uma necessidade da língua falada. E não havia espaço para a língua de sinais, como primeira língua.

" Os dois enfoques - oralista e a comunicação total - deflagraram um processo que não favoreceu o pleno desenvolvimento das Pessoas com Surdez, por focalizar o domínio das modalidades orais..."(Dámazio, pg 07).

O bilinguismo por outro lado, trás outra concepção em relação a educação da pessoa com surdez, trazendo uma nova perspectiva, pois possibilita o aprendizado da língua de sinais como primeira língua, bem como a língua portuguesa como segunda língua, dando assim a pessoa com surdez possibilidade, oportunidade desenvolver-se socialmente e intelectualmente.

Nesse sentido Dámazio "Coloca a necessidade de se repensar a educação escolar da pessoa com surdez."Mudando com isso o enfoque do confronto, para a necessidade de se rever o fracasso escolar desses alunos, direcionando para a qualidade do ensino prestado, o preconceito e as práticas pedagógicas escolhidas.

Então passa-se a atenção, não para o problema da língua ou da incapacidade do surdo, mas a proposta da escola, do olhar para o outro sem que a sua deficiência seja o foco, e a prática pedagógica a dotada para esse aluno.

Para tanto( Dámazio,pg 08) se posiciona, colocando a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), vem ao encontro de propósito de mudanças no ambiente escolar e nas práticas sociais, institucionais para promover a participação do aluno com surdez na escola comum.

Para isso será necessário uma mudança na postura das pessoas que fazem e acreditam na educação dando uma nova perspectiva, através de mudanças nas práticas, quebrando paradigmas , rompendo com conceitos pré-estabelecidos de que a pessoa com surdez, não aprende por não poder ouvir.

" É necessário reinventar as formas de conceber a escola e suas práticas pedagógicas, rompendo com os modos lineares do pensar e agir no que se refere a escolarização."( Dámazio, pg 08)

No Brasil infelizmente, ainda não se chegou no consenso sobre adotar o bilinguismo, existe ainda muitos empecilhos, porém o" Decreto 5.626 de 05/12/2005, diz que a pessoa com surdez, tem o direito a uma educação que garanta sua formação em Língua de Sinais e Língua Portuguesa, preferencialmente na modalidade escrita, que constituam línguas de instrução"

O decreto vem reforçar a importância da implantação da proposta bilíngue na educação da pessoa com surdez, com isso percebesse a necessidade do AEE(Atendimento Educacional Especializado), nos três momentos . AEE de Libras, AEE em Libras e AEE em Língua Portuguesa. Proporcionando ao aluno surdo um maior desenvolvimento dentro da unidade escolar, bem como no seu cotidiano fora da escola.

Segundo Dámazio "O AEE promove o acesso dos alunos com surdez ao conhecimento escolar em duas línguas: em libras e em língua portuguesa, a participação ativa na s aulas e o desenvolvimento do seu potencial cognitivo, afetivo, social e linguístico , com os demais colegas da escola comum."

O AEE é um atendimento que vem enriquecer todo o processo do aluno com deficiência na escola comum, pois proporciona a oportunidade de valorizar o potencial do aluno dentro da escola e em conjunto com o profissional da sala comum.










sábado, 26 de outubro de 2013


                                                  
                   O  TANGRAM



O tangram é um quebra-cabeça Chinês formado por 7 peças, sendo 5 triângulos ,1 quadrado e 1 paralelogramo.Com essas peças  a criança pode  formar várias figuras,como animais, casas,barcos etc.O curioso do tangram é que é possível montar mais de 1700 figuras com apenas 7 peças.
   O tangram nasceu de uma lenda,(existem várias versões),porém a que conto para meus alunos antes de começar a trabalhar é a lenda chinesa.

                                    Conta a lenda que um imperador Chinês, pediu ao seu servo, para levar um espelho  a rainha de um outro povoado,porém o servo quebrou  o espelho no caminho em 7 pedaços, o servo com medo de voltar para contar, resolveu colar o espelho e colou em 7 pedaços que poderiam formar várias figuras.( fonte: pt.wikipedia.org/wiki/tangram)

                                     O trangram, estimula:  atenção, a concentração, o reconhecimento de cores e formas além da percepção visual.
                                      Com o tangram além de trabalhar apenas armando o quebra-cabeça, o professor pode estimular o aluno a criar histórias e fazer colagem passando o tangram para o papel.
                                    Quando trabalho com o tangram, eu gosto muito de explorar, tudo que posso com ele,desde armar o quebra-cabeça, a pedi que os meninos (a), tentem criar o seu próprio tangarm ,usando réguas geométricas para que eles possam desenhar as formas que tem no jogo.

                                Escolhi o tangram porque particularmente gosto muito de trabalhar com ele, pois vejo o quanto os alunos gostam e pedem para usar.


domingo, 8 de setembro de 2013

             Tecnologia Assistiva  (Tesouras Adaptadas)
                                                                              Tesoura adaptada com suporte fixo
  A tesoura adaptada para uma criança com deficiência física, ajuda no seu manuseio, possibilitando a habilidade de abrir e fechar a mão.
Facilitando assim nas atividades de recortar e colar na sala  de aula ou nos deveres de casa.
A tesoura de suporte fixo, exige da criança apenas o movimento de bater a mão ,enquanto que a tesoura mola exige o movimento de fechar a mão.
Ainda existe a tesoura elétrica que é ativada por  acionador (não foi colocada imagem).                  
Essas tesouras podem ser compradas,mas podem
também ser feitas com fio encapado flexível ,uma madeira,algum
transmissor com bateria adaptada etc.
O trabalho com o material adaptado é importante para autonomia
da criança na sala de aula ou na sua vida diária.
A atividade com a tesoura adaptada pode ser feita individualmente ou
em grupo,vai depender da necessidade do aluno. Por
exemplo uma criança que tem os movimentos muito comprometidos
e não consiga manusear sozinha o papel e a tesoura ao mesmo tempo,o
professor poderá colocar os outros colegas para participar da atividade
 formando grupo e incluindo a criança,enquanto a criança corta o colega
segura o papel ou vice versa.
O professor da SRM, deve estar sempre contribuindo
para a autonomia da criança dentro e fora da Unidade
Escolar.






                                                                         
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Tesoura adaptada com arame revestido                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        
                                                                                                                                                                                       
                                                                                                                                           
                                                                                     
                                                                                         
                                                                                     
                                                                                 
                                                     




                                                         
                                                                                       
                                                                                 
                                                                                     
                                                                                           

domingo, 4 de agosto de 2013

O PROFESSOR, A ESCOLA E A SALA DE RECURSOS


O professor na escola é uma referência para todos os alunos em todos os aspectos,porém quando estamos na SRM,essa referência fica ainda mais evidente,porque trabalhamos com crianças ditas "especiais".No decorrer do processo,aprendi o quanto nós somos necessários na escola e na vida dos nossos alunos,o quanto o nosso papel como educador SRM é importante  e quanto nós podemos ajudar na vida deles dentro e fora da unidade escolar,percebo que o nosso trabalho da uma segurança e uma vontade de ir em frente a cada dia.O nosso papel  como professor da SRM é primordial para essas crianças avançarem na escola regular,pois somos a ponte que eles atravessam buscando segurança do outro lado.Quando conhecemos o nosso aluno,sua família e sua história de vida,partimos para o Estudo de Caso,o nosso trabalho toma uma nova dimensão,pois é a partir desse estudo que passamos a organizar o nosso atendimento na SR,o Estudo de Caso é que nos da a base e nos aprofunda sobre o problema do nosso aluno, então partimos dali para organizar todo o processo de desenvolvimento dessa criança dentro da escola,traçamos metas para o bem estar dessa criança,buscamos o melhor método de trabalho que se adeque a ela,que estímulos serão possíveis a cada um e traçar caminhos que só vão beneficiar o aluno a cada dia,então o Estudo de Caso é de estrema importância para o desenvolvimento do nosso atendimento,pois para o trabalho da SR,acontecer precisamos da história desse aluno,precisamos trilhar caminhos,entender  por  que as coisas acontecem como elas acontecem e partindo de tudo isso,começamos a planejar.O plano é a nossa referência para o processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno dentro da escola,partindo dele organizamos todo o nosso trabalho em sala.O plano esta casado com o estudo de caso,a partir do momento que nós tomamos ciência da deficiência desse aluno de como ele de fato está,começamos o nosso precioso trabalho.Quando organizamos o plano individual do aluno,nós estabelecemos no decorrer do processo todo o nosso trabalho,passo  a passo a ser desenvolvido por ele.Esse plano nos permite a flexibilidade,pois podemos  refazê-lo caso alguma etapa não tenha surgido o efeito desejado.Vejo que o plano é de fundamental importância no trabalho na SR,ele é a base do nosso processo com a criança,(penso que não só na SR, mas na sala regular também),que não devemos improvisar quando nós tratamos de lidar com a vida das pessoas.Quando nós organizamos um plano,fazemos toda a diferença no trabalho,por que o mesmo tem relação com o histórico do aluno traçado lá na frente no estudo de caso,não é  uma coisa aleatória.É a partir dele que nós professores saberemos  se o que foi colocado é ou não  compatível com a realidade desse aluno.O plano contribui para o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno a partir do momento em que é traçado todo um caminho,desde o objetivo até a sua maneira de avaliar o que deu e não deu certo.Se a cada atendimento o professor observar o que deu certo e o que precisa melhorar,ele refaz o plano, isso refletirá no desenvolvimento da aprendizagem desse aluno.

Entendo que o Estudo de Caso,o Plano  Individual a Rotina Diária e o compromisso do professor na Sala de Recursos juntos, fazem a diferença na escola e na vida de uma criança com deficiência .

domingo, 26 de maio de 2013

Pensando sobre o progesso

 Os filmes que escolhi,são Help Desk na Idade Média e Rafinha 2.0.Porque escolhi? Percebi o quanto nós nos transformamos no decorrer do tempo e isso acontece sem que possamos interferir.
O filme Help Desk na Idade Média,me chamou atenção por que, lhe dar com o desconhecido é difícil,mas ao mesmo tempo desafiador e possível.

O Rafinha 2.0 já nós mostra o quanto essa nova geração se familiariza com o novo e como tudo é fácil e muda rápido,Com as novas tecnologias podemos nos comunicar com o mundo com muita rapidez e podemos tentar "transformar" esse mundo com novas ideias e novas atitudes.


http://www.youtube.com/watch?v=IJq-x2Vrv8c